Pobre Wiley! Coitado! É muito triste! Este tem sido o tom geral da discussão sobre o veneno racista que o rapper Inglês Wiley, derramou no Twitter durante 48 horas.

Na verdade, a reação tem sido quase simpática.

Geralmente, o racismo é condenado em termos mais fortes,  como, repugnante, destrutivo, virulento, flagelo, etc.

No entanto, o racismo anti-judaico de Wiley é tratado com maior indulgência, com um mero sorriso de empatia.

Muitos notaram a hipócrita duplicidade de padrões nos meios de comunicação social em relação ao racismo anti-judaico.

Porque, sejamos sérios: Se você usar o prenome errado duma pessoa trans, você será expulso do Twitter e de outras plataformas mais rapidamente do que você consegue dizer a palavra misoginia.

Mas os tweets de Wiley dizendo que os judeus só olham para “ouro e dinheiro” e que “são pessoas horríveis e traiçoeiras”, “umas cobras”, que lhe “provocam nojo” permaneceram no Twitter por horas a fio.

Sim, os tweets racistas acabaram por ser finalmente removidos.

Mas Wiley apenas levou um tapa simbólico ao ser banido por uns meros sete dias do Twitter e Instagram, o que sugere que na mente iluminada dos que dirigem o Vale do Silício, expressar profundo desprezo racial pelo povo judeu é um “crime” menor.

É curioso que certas feministas foram expulsas da plataforma para sempre por se referirem a pessoas com pênis como homens.

Isto é uma loucura! Como é que chegamos ao ponto em que chamar um homem de homem é um crime pior do que chamar os judeus de cobras!? Alguém me explica! Isto é progresso social!?Eu gostaria que os meus “amigos” da esquerda identitária e os cristãos progressistas, me explicassem este fenômeno.

Só pode ser um fenômeno! É inegável que esta nova esquerda – obcecada pela identidade racial, dedicada à causa excêntrica dos transgêneros, sempre à caça de crimes de ódio envolvendo ‘islamofobia’, ‘transfobia’ e ‘homofobia’ vê o anti-semitismo como menos ruim do que outras formas de racismo.

Torna-se cristalino que o “ódio ao Judeu” é visto como “o menor racismo”; ele simplesmente não leva as pessoas a agir da mesma forma que outros tipos de preconceito.

Afinal, algumas vidas importam mais do que outras! Afinal, há uma agenda social!Algumas pessoas têm reagido dizendo que o coitado do Wiley “não está bem”, ou então que é o seu direito à “liberdade de expressão”.

E isso é patético.

Porque se eu tiver a ousadia de chamar os muçulmanos de “terroristas” sou logo rotulado de islamofóbico, e não tenho o direito de exercer a minha liberdade de expressão.

(Agora nem jihadistas se pode dizer! O termo politicamente correto é dizer que os terroristas são “pessoas abusando de suas motivações religiosas” ou “aderentes à ideologia de Osama bin Laden”) Outros dos chamados progressistas disseram que o rapper Wiley tem razão.

Veja o que Israel faz aos palestinos, dizem eles, engajando-se claramente na ideologia racista da culpa coletiva Judaica.

(Note como nunca falam sobre o que os Turcos fazem aos Curdos, ou o que os Sauditas estão fazendo aos Iemenitas.

É só Israel que é o alvo.

Os Judeus são sempre os culpados).

Agora, vamos lá: Por que o anti-semitismo é tratado como mal menos grave em relação a outras formas de racismo? Por que ele é uma força crescente em alguns setores da esquerda? Por que é frequentemente saudado com as palavras “bem, vamos ver, ele até tem razão”, em vez das condenações severas que esperaríamos como resposta ao racismo?É por causa da política de identidade.

Simples assim? Sim!O anti-semitismo é o ódio mais antigo.

Ele explodiu nas sociedades inúmeras vezes ao longo dos milênios, muitas vezes com conseqüências assassinas sem precedentes.

Por vezes muda de forma – passando de um ódio motivado pela religião para uma forma de racismo biológico, de uma perseguição de extrema-direita para um fenômeno vergonhosamente de esquerda – mas está sempre presente, de uma forma ou de outra.

E hoje, uma das formas que ele assume é a categorização identitária.

As políticas identitárias têm ajudado a ressuscitar o anti-semitismo.

Uma das piores coisas que a política de identidade faz é categorizar as pessoas de acordo com o facto de serem oprimidas ou privilegiadas.

Ela cria hierarquias de vitimização.

É uma causa declaradamente sectária e divisória, dada ao agrupamento de povos inteiros de acordo com o facto de serem vítimas históricas, ou beneficiados por privilégios.

Isto se transforma muito facilmente numa forma de categorização moral: o grupo das vítimas é bom, o grupo privilegiado é mau.

Portanto, os negros merecem a nossa simpatia e o nosso apoio, enquanto os brancos – os mais privilegiados, aparentemente – merecem desprezo, e “reeducação”.

É moda agora toda a gente reaprender a ter consciência da sua “fragilidade branca” e do seu “privilégio branco”.

O identitarismo é uma ideia tóxica e divisória.

E tem-se mostrado particularmente danoso para o povo Judeu.

Em que caixa desumana de identidade deve ele ser colocado? Na caixa “privilegiada”.

Considere como os racistas progressistas brincam com os termos como “privilégio branco” e “privilégio judeu”.

Os judeus são bem sucedidos, certo? Eles não estão lutando.

Portanto, eles são “privilegiados”.

E “privilegiado”’ é ruim! É imoral! Os “privilegiados” são os novos opressores e devem ser condenados.

Lembram-se do Holocausto…?!É hora de olhar friamente para os fatos: a nova política de identidade, esta racialização de todas as facetas da vida, a obsessão míope sobre a cor da pele e o “privilégio” e a herança, deram um novo fôlego ao verdadeiro racismo.

E ao racismo velho contra o povo de Deus: os Judeus.

Estas políticas de identidade são uma porta aberta para o ódio aos Judeus.

O cristão deve rejeitá-las.