Podemos afirmar que o Brasil nunca teve tanta proeminência evangélica no cenário político como atualmente.

Isto pode significar algo bom ou não.

O tempo confirmará tudo.

No entanto, o que se é perceptível é que o nosso presidente está buscando articular para fortalecer sua base eleitoral a partir de concessões de cargos públicos a grandes representantes da massa evangélica no país.

A pergunta que surge é: até que ponto isso é positivo ou negativo?Podemos considerar que, anteriormente, o aparelhamento político da máquina pública se dava entre o governo e os militantes petistas, de modo que um verdadeiro “exército da militância lulopetista” foi formado no ambiente do funcionalismo público – o que é algo perverso, a meu ver.

Agora, vemos que Bolsonaro está buscando algo semelhante, só com uma diferença: não está dando cargos para militantes, e sim cargos para fortalecer certos grupos de apoio político e eleitoral.

A gente percebe isto no caso de alguns que pertencem às Forças Armadas e, agora, na ala evangélica que todos sabemos ter sido extremamente vital na vitória bolsonarista nas urnas em 2018.

A questão principal é que não sabemos se os irmãos Marcos e Davi Soares (um ex-deputado e o outro atual deputado Federal) possuem as qualificações necessárias para ocuparem o cargo.

Lembrando que estamos falando dos filhos do missionário R.

R.

Soares, que é um dos maiores líderes evangélicos do Brasil.

A Secretaria Especial de Cultura precisa ser assumida por indicação estritamente técnica, e não política.

Nós queremos representatividade por meio da capacidade dos atores políticos que ocupam os cargos estratégicos do Governo; porém, queremos que os nomeados tenham as condições exigidas para se realizar um bom serviço à população sem menosprezar a diversidade cultural – que é inerente à história do país – e buscando acabar com qualquer instrumentalização progressista, o que todos sabemos que existe nas pastas da área de Cultura do poder Executivo já há algumas décadas.

A solução é tratar da coisa pública com responsabilidade e qualidade.

Quem vai ocupar um cargo público precisa estar devidamente preparado para realizar um trabalho de excelência em prol do povo.

Por isso que reafirmamos ao nosso presidente: não precisa nomear filho de pastor para nos agradar.

Se o indicado atende às qualificações necessárias e o mais importante, se ele é o melhor para ocupar este ou aquele cargo, que seja nomeado.

Caso contrário, a escolha não será satisfatória para quem de fato deseja ver o Brasil sendo administrado de forma coerente, eficiente e dinâmica.