Aos 14 anos, menina conseguiu na Justiça canadense a decisão de mudar de sexo sem o consentimento dos pais

A Suprema Corte da Colúmbia Britânica, no Canadá, condenou um pai por “violência familiar” por usar a palavra “ela” para falar com sua filha de 14 anos que assumiu uma identidade masculina.


Na decisão da juíza Francesca Marzari, o pai usa palavras femininas para falar com a filha por se recusar a aceitá-la como garoto. A jovem Maxine* (nome fictício para preservar a identidade da jovem) recebe injeções de testosterona sem consentimento dos pais desde fevereiro, após decisão da Suprema Corte.


O processo de mudança de sexo é realizado pelo Hospital Infantil da Colúmbia Britânica (BC). Segundo o The Federalist, o pai de Maxine é contra o tratamento e tentou reverter a decisão no Tribunal de Apelação. O caso foi parar na imprensa e em todas as entrevistas ele chamou Maxine de “filha” ou “menina”, resultando nesta nova ação e, posteriormente, sua condenação.


A juíza exige que o pai não fale mais com jornalistas, a decisão também proíbe o homem de questionar a identidade de gênero de Maxine ou questionar os tratamentos que ela decidir fazer durante esse processo de mudança de sexo.


Para Marzari, a negação do pai sobre tal “aspecto profundamente privado dos pensamentos e sentimentos mais íntimos [de Maxine]” provavelmente levaria a uma variedade de perigos, “incluindo a automutilação”.